| 03 de setembro de 2010 | Atualizada às 01h14m |
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Zé de Riba mostra um caldeirão de ritmos em “Reprocesso”
Publicada: 31/01/2009
Irreverência e crítica social. Essas são as principais características que permeiam a obra do
maranhense Zé de Riba, que neste final de semana se apresenta, a partir das 11h, no Restaurante Pirambeleza em Pirambu. Quem se deslocar para o local, vai conferir um show econômico de músicos - no palco, somente Zé de Riba (violão e pandeiro) e o japaratubense Memeu Cabral (percussão) - porém farto em ritmos, com canções que exploram o samba, coco, marchinha, baião, rock e batidas eletrônicas.
O repertório de Zé de Riba na apresentação de hoje e amanhã - que saiu do Maranhão ainda adolescente e depois de passar uma temporada em Brasília, Minas e Rio de Janeiro se estabeleceu em São Paulo - é calcado no CD “Reprocesso” de 2007 que saiu pela gravadora Urban Jungle.
No disco além da canção-título, destacam-se ‘Oito Pilha Hum Real’, ‘1,99’ (que o cantor afirma ter feito bem antes do filme homônimo de Marcelo Masagão), ‘Fuga no. 1’ e ‘www.sem’ , sendo essas últimas duas, regravadas pela cantora Simone em seu CD “Seda Pura” (2001).
“Nos anos 90, lancei uma demo que continha quatro músicas. Esse material foi enviado por um
amigo meu à cantora Simone, que terminou me ‘apadrinhando’. Posso dizer que a partir daí, houve uma abertura de espaço para o meu trabalho. Realizei muitos shows por São Paulo, pela Europa e após muitas andanças, gravei meu primeiro disco”, explica o cantor.
A banda que acompanha Zé de Riba é formada pelo produtor Mano Bap (baixo), Evandro Gracelli
(guitarra), Fernando Bastos (sax e flauta), Memeu Cabral, Denis Lisboa e Deni Conceição (percussão). Para a gravação do disco, além desses renomados profissionais, o cantor maranhense contou com as participações especiais de André Abujamra (Karnak, Fat Marley), Funk Buia e Gaspar (Záfrica Brasil, banda do hip hop nacional), Gilmar Bola 8 e Toca Ogam (Nação Zumbi) e o trompetista Bocato, na música-homenagem ‘Samba pra Bocato’.
“Foi muito gratificante poder contar com essa galera toda para a gravação do disco, cuja formatação foi muito trabalhosa. Cada música gravada, era como se fosse um filme ‘de ouvir’. Digamos que as 13 faixas correspondam a 13 documentários. Imagine o quanto não foi complicado o processo de produção desse disco. Mas no final, deu tudo certo”, conta Zé de Riba.
Em turnê pelo Nordeste, desde o final de dezembro, quando se apresentou em Salvador, Zé de Riba pretende seguir viagem para Alagoas e Pernambuco. No entanto, sua estadia em Sergipe se estende por quase um mês, por conta do seu encantamento pela cultura do Estado.
“Recentemente, toquei no Festival Arthur Bispo do Rosário em Japaratuba e fiquei encantado com a riqueza cultural sergipana, sobretudo a musicalidade do Cacumbi. Daí, porque estou sem saber ao certo quando irei partir tamanha a minha curiosidade em conhecer outros pontos do Estado culturalmente ricos”.
Quando questionado sobre as bandas sergipanas que teve a oportunidade de conhecer, Zé de Riba cita rapidamente a NaurÊa. “Fiquei impressionado com a força da música dessa banda. Aquela batida mexeu com o meu pâncreas, com meu fígado. Foi uma das melhores coisas que ouvi em Sergipe, uma banda que faz dançar e pensar”, conclui.
Assim como é a música de Zé de Riba: dançante e questionadora. Vale conferir!.
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