| 09 de setembro de 2010 | Atualizada às 20h11m |
|
Um a zero
Publicada: 31/01/2010
O deputado federal Jackson Barreto (PMDB) revelou que opositores do governo insistiram para que o deputado federal Jerônimo Reis fosse colocado na chapa do ex-governador João Alves, como vice. Depois, trabalharam duro para que o empresário Fábio Reis não se filiasse ao PMDB. “Como ele vai ser vice, com Fábio Reis sendo candidato a deputado federal pelo PMDB? Até aí o jogo está um a zero para nós”, comemorou Barreto. Para ele, não admitir que a situação de João em Lagarto é complicada “é burrice... é cegueira”.
Dois a zero
Segundo Jackson, João Alves tinha uma forte influência em Tobias Barreto, por exemplo, cujo município é administrado pelo petista Dílson de Agripino. Lá, segundo Barreto, João perdeu espaço porque Fábio Reis está pedindo voto por todo o município para reeleger o governador Marcelo Déda. “Aí, o jogo está dois a zero pra nós”, gaba-se o deputado peemedebista, ao destacar que Fábio tem sido muito correto com o partido e que por isso ele terá espaço para disputar um mandato de deputado federal.
Virada 1
Para o deputado federal José Carlos Machado, o jogo vai virar em favor de João Alves durante o processo eleitoral. Segundo ele, é visível a decepção do povo para com o atual governo. Administrativamente, de acordo com Machado, “as contradições saltam aos olhos. Estão entregando os médicos do Hospital João Alves (Huse) à Justiça. Segurança, não existe. Professores reprovam o governo. Isso só falando na parte administrativa. As obras não andam...”, disse o democrata.
Virada 2
De acordo com Machado, a receptividade ao nome de João, por todo lado do Estado, revela a insatisfação popular, “especialmente dos que votaram com a promessa de um projeto de mudança”. O deputado democrata revelou que ouviu de João Alves, dias atrás, “que as coisas estão caminhando bem. ‘Chegamos em janeiro onde só esperávamos chegar em maio ou junho’”, teria dito João a Machado e a outros aliados, referindo-se a números de pesquisas feitas para consumo interno.
Entusiasmado
Aliados mais próximos do secretário de Administração, Jorge Alberto, têm o pressionado para que dispute uma cadeira na Câmara Federal. O grupo tem pesquisa para consumo interno que demonstra que Jorge hoje está bem melhor posicionado junto à opinião pública do que estava em 2006, quando disputou o terceiro mandato para a Câmara, ficando como primeiro suplente. Acham também que, de longe, é dos melhores quadros do secretário de Marcelo Déda e que isso o credencia a partir para o embate com boa largada. A dificuldade deles para convencê-lo é o entusiasmo com que Jorge vem atuando no Executivo estadual.
Conciliação
Está marcada para o próximo dia 2 a audiência de conciliação entre o vereador Josenito Vitalle (DEM) e o presidente da Câmara Municipal de Aracaju, Emannuel Nascimento (PT). Vitalle foi acionado judicialmente depois de ter classificado Emannuel de “cabra safado e vagabundo”, durante um bate-boca no Parlamento. O caso foi parar na Comissão de Ética, mas os vereadores, por maioria, rejeitaram a ideia de punir o democrata por conta do destempero público. Nascimento, então, procurou a Justiça, que é o caminho a ser seguido.
Sem conversa
O empresário Edvan Amorim, que comanda o PR e o PSC no Estado, revelou que não tem conversado com o ex-governador João Alves Filho (DEM). “Ele nunca me procurou e nunca o procuramos”, afirmou. Amorim, no entanto, não descarta a possibilidade de uma reaproximação com o grupo. “Essa não é uma questão matemática”, disse, ao ser questionado qual seria o percentual de chance de ele se manter ao lado do governador Marcelo Déda ou de voltar para João.
Pegou mal
Tão logo retornem às atividades parlamentares, deputados da bancada de oposição prometem cobrar da deputada Ana Lúcia Menezes (PT) uma posição sobre a decisão do governo de criar um “Grupo Tático de Ações Socioeducativas” para conter os adolescentes custodiados nas estruturas da Fundação Renascer. Para os oposicionistas, Ana, que é árdua defensora dos direitos humanos, não vai aceitar que exista uma espécie de comando de choque dentro de uma instituição que trabalha com reabilitação de menores.
Não veta
Questionado sobre a possível presença do senador José Almeida dentro da coligação para ser candidato à reeleição, o governador Marcelo Déda revelou que não faz qualquer tipo de restrição. Ele observou, no entanto, que a inserção de Almeida na coligação é muito mais do PMDB do que do governador. Déda lembrou que há reivindicações partidárias dentro do governo. É, digamos, um assunto de economia doméstica.
Tempo maior
O Sindicato Tributário do Estado de Sergipe (Sindat) vai propor que o governo do Estado busque alternativas de modo a permitir que o secretário da Fazenda fique no mínimo três anos no exercício do cargo. A reivindicação é fundamentada no fato de, segundo os auditores tributários, nos últimos 20 anos os secretários terem ficado no máximo dois anos na pasta, o que no entendimento deles “compromete a eficácia do trabalho, uma vez que o ocupante não tem tempo nem de conhecer a estrutura da secretaria”.
Pressões
Segundo o auditor Marcos Correia Lima, os secretários da Fazenda, comumente, “ficam expostos a diversas pressões legítimas e ilegítimas, muitas por benesses fiscais, isenções e refis, num cargo altamente instável, porque é de livre nomeação e exoneração do governador”. Para ele, “torna-se, via de regra, uma espécie de caixa do governo, e nada mais”.
Na mesma
Apesar da competência técnica, os analistas políticos aliados do governador Marcelo Déda avaliam que a saída de Rogério Carvalho e a entrada de Mônica Sampaio para comandar a Saúde não muda muito. Avaliam que Rogério vai continuar mandando na pasta. Avaliam que Mônica, que atualmente preside a Fundação de Saúde e já foi adjunta de Rogério no município de Aracaju, é muito ligada a ele. Entendem que o mais sensato seria Déda encontrar outro substituto, no que pese reconhecerem a capacidade da médica.
Conversas
Depois de acomodar os novos secretários, o governador Marcelo Déda (PT) começa a bateria de conversas com seus aliados, visando os ajustes da chapa majoritária e os entendimentos para as eleições de outubro. Ele já sabe que vai enfrentar discussões duras, especialmente de aliados, como o senador Antônio Carlos Valadares, que acha que tem espaços porque conquistou com votos.
Se brigar...
Há quem aposte, porém, numa posição mais amena do senador. Polido politicamente, aliados mais próximos entendem que Valadares não vai querer ficar criando problema e se indispondo dentro da coligação para não perder voto. “Se ele quer tudo, vai se indispor e naturalmente perder voto dentro da própria base”, declarou um parlamentar à coluna, ao pedir reservas do nome.
Demitiu
Os suplentes de deputado Tânia Soares (PCdoB) e Gilmar Carvalho (PSB) já desligaram os seus assessores dos gabinetes que ocupavam, respectivamente, nos lugares de Rogério Carvalho e Conceição Vieira, ambos do PT e que estavam licenciados do mandato. Os dois deixam a Assembleia Legislativa até segunda ordem do governador Marcelo Déda (PT).
Nenhum comentário encontrado.
Seja o primeiro(a) a comentar. Clique aqui para comentar









Versão para Impressão
Corrigir
Comentar
Nenhum comentário encontrado.