25/06/2019 as 08:56

Economia

Chuvas de junho trazem novas perspectivas para a safra de milho de 2019

A Cohidro registrou a produção de 2.480.000 espigas de milho verde só para o São João, nos perímetros irrigados administrados pela empresa.


Estimativa de safra de milho para 2019, que era de 520.639 toneladas em Sergipe, cresceu para 724.500, segundo relatório do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola, publicado pelo IBGE no início deste mês de junho. Significa uma evolução de 39,2% em relação às previsões de abril e supera em 350% a safra de 2018. A chegada das chuvas do período junino é a principal causa das novas perspectivas de safra, segundo testemunho dos agricultores do Alto Sertão sergipano e das instituições que lidam diretamente com os produtores. Eles relatam que, com a terra molhada, as sementes de milho doadas pelo governo de Sergipe no final de abril, estão sendo plantadas e servirão, em grande parte, para alimentação do rebanho leiteiro da região.


Informações da Sala de Situação de tempo e clima da Superintendência Especial de Recursos Hídricos e do Meio Ambiente (SERHMA) confirmam que as chuvas chegaram com atraso, e que há boas previsões para os próximos meses. “Essa ocorrência de chuvas deveria ter acontecido em maio. Mas o importante é que, neste mês de junho, teremos um bom índice de chuvas, prolongando-se até setembro, o que considero nova tendência no período”, relatou o meteorologista da SERHMA, Overland Amaral.


Em Nossa Senhora da Glória, a safra, que estava praticamente perdida, está conseguindo se recuperar. “Nosso agricultor é homem de muita fé, muitos plantaram antes de as chuvas chegarem. Hoje, graças a Deus, podemos dizer que, se continuar chovendo até fim de junho e início de julho, 90% da lavoura que foi plantada está garantida”, disse o secretário da Agricultura do município, Djalci Aragão. Ainda segundo o gestor, em Glória, como em todo sertão sergipano, 80% do milho plantado vira forragem e volumoso (silagem) para alimentação do gado, estando muito relacionado com a bacia leiteira do Alto Sertão, que é a maior do estado. “Os agricultores guardam só 20% dos grãos para criação de galinha e para o próprio consumo da família. Essa é a realidade do Alto Sertão. Já para o lado de Carira, Frei Paulo e Pinhão, o milho plantado é para a venda do grão”, acrescentou Djalci.


No município de Monte Alegre, o secretário da Agricultura, Haroldo José, confirma que o plantio feito no início do ano foi perdido. “Quem plantou nas primeiras chuvas do ano teve perda de 100%. Outras plantações feitas de uns trinta dias para cá apresentaram algumas perdas, porque o grão não germinou. Mas os que cresceram foram recuperados com as chuvas de junho. Já as sementes doadas pelo governo do Estado, os agricultores estão plantando agora, estão elogiando, pois está germinando bem nesse inverno de São João. Para garantirmos o resultado bom dessa produção nova precisamos ter chuva pelos próximos dois meses, mas estamos confiantes”, pontuou Haroldo.


Segundo o secretário de Estado da Agricultura, André Bomfim, o milho verde vendido nos festejos, normalmente usado para o preparo de comidas típicas, é originado nos perímetros irrigados. E nas regiões de sequeiro, este cultivo tem outras finalidades. “As 180 toneladas de sementes de milho que o Governo entregou, em grande parte para as regiões do sertão e agreste, tem sua produção voltada para a alimentação dos animais, venda do grão e consumo da própria família. Esse milho verde que assistimos chegar fartamente no Ceasa e nas feiras livres vem mais fortemente dos plantios irrigados, visto que as chuvas chegaram só agora no mês de junho”, disse o secretário.


A Cohidro registrou a produção de 2.480.000 espigas de milho verde só para o São João, nos perímetros irrigados administrados pela empresa.

 











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