16/04/2019 as 14:04

SAÚDE

Baixa complexidade responde a 78% do atendimento no Hospital de Propriá

Somente neste final de semana, o Hospital realizou 819 atendimentos, número quase que 50% maior que a média registrada em fins de semana


Baixa complexidade responde a 78% do atendimento no Hospital de PropriáFoto: Divulgação

Dor de cabeça, vômito, febre ou diarreia são os principais sintomas apresentados por 78% dos pacientes que chegam ao Pronto Socorro do Hospital Regional de Propriá, na Região Ribeirinha do Estado. De média complexidade e gerenciada pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), a unidade enfrenta a superlotação oriunda de  pacientes que poderiam ser atendidos na baixa complexidade, que são em Unidades Básicas de Saúde (UBS) ou de Pronto Atendimento (UPAs).Mas não é isso que acontece.

 Os motivos podem ser variados, ou porque buscam resolutividade imediata para os seus problemas de saúde ou porque a Atenção Básica não responde à altura das suas necessidades ou, ainda, por não saberem identificar uma situação de urgência e emergência, os pacientes de baixa complexidade optam pelo atendimento hospitalar. Os números atestam essa escolha: dos sete mil pacientes atendidos por mês no Regional de Propriá, 5.500 se enquadram na baixa complexidade.

 “O hospital contabiliza um custo enorme com esses pacientes. É uma equipe inteira e todo diagnóstico de apoio terapêutico voltado para atender um usuário que poderia muito bem encontrar a solução dos seus problemas de saúde em uma UPA ou no posto de saúde”, declarou a superintendente do Hospital Regional de Propriá, Patrícia de Britto, acrescentando que mesmo assim os plantões funcionam sem restrições, ou seja, com atendimento a todos os pacientes, mas priorizando os casos mais graves.

 De acordo com a superintendente, o maior movimento de pacientes acontece das 7  às 22h, com maior pico de atendimento às manhãs e tardes. Ela informou que neste mês de abril a demanda quase que dobrou, comportamento que deve seguir até maio, mantendo a rotina da época de mudança de estação.    

 Neste último final de semana, 12 a 14, o Hospital Regional de Propriá realizou 819 atendimentos, número 50% maior que a média registrada em fins de semana, que era em torno de 600. Foram 450 pacientes na Clínica Médica, 204 na Pediátrica, 61 na Cirúrgica e 53 na Ortopédica. A maternidade da unidade hospitalar realizou 51 atendimentos obstétricos e 18 partos.

 Mais atendimentos

 No sertão sergipano, o Hospital Regional de Nossa Senhora da Glória prestou atendimento a 820 pacientes, com destaque para a Clínica Médica, que recebeu 545 usuários do Sistema Único de Saúde. A Pediatria respondeu por 197 atendimentos enquanto os demais ficaram por conta da Sutura e Obstetrícia.

 O Hospital Regional de Itabaiana, que vive a mesma realidade do de Propriá, com a superlotação causada pela baixa complexidade, registrou no fim de semana 966 atendimentos, com 523 pacientes na Clínica Médica e 237 na Observação Pediátrica. Os demais usuários foram assistidos na Ortopedia, Sutura e consulta ambulatorial.

 O hospital Regional de Nossa Senhora do Socorro atendeu no período a 996 pacientes, distribuídos nas especialidades médicas. Foram 686 na Clínica Médica, 253 na Pediatria e 57 na Obstetrícia. Segundo informou a superintendente da unidade, Iza Prado, dos pacientes atendidos no Pronto Socorro, cinco ficaram internados,  um foi transferido e os demais liberados para casa, após receberem atendimento médico adequado.

 Na Região Centro Sul do Estado, o Hospital Regional de Estância contabilizou 664 atendimentos, sendo 361 na Clínica Médica, 87 na Cirúrgica e 216 na Pediátrica. Quantitativo de atendimentos assistenciais realizados no período de 12 a 14 de abril de 2019. No Hospital Universitário de Lagarto 561 pacientes atendidos por classificação de risco sendo 374 pouco urgente, 20 não urgente, 16 muito urgente, 148 urgente, três classificados como emergência.