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08/08/2017 às 08h22 - Periscópio

Refeições 1

O Governo de Sergipe gasta mais de R$ 1 milhão por mês com alimentação para os internos no sistema prisional sergipano

O Governo de Sergipe gasta mais de R$ 1 milhão por mês com alimentação para os internos no sistema prisional sergipano. De acordo com dados fornecidos pela Secretaria de Justiça (Sejuc) com exclusividade para a coluna, hoje existem 4.905 detentos nas nove unidades prisionais sediadas no Estado. A empresa Brisa Mar ganhou a licitação para fornecer a alimentação nas seis unidades que são geridas totalmente pelo Estado.

 

Refeições 2

Só nas seis unidades que são geridas exclusivamente pelo governo são gastos quase R$ 900 mil para alimentar 3.771 presos. Outras três unidades estão sob o sistema de cogestão com a empresa Reviver – em cujo contrato já está a alimentação dos presidiários. Na maior das unidades prisionais, o Compecam, são gastos quase R$ 550 mil para alimentar durante 30 dias os 2.499 internos. São três refeições por dia, mais um lanche.

 

Nome aos bois 1

De forma corajosa, o presidente do Tribunal de Contas do Estado de Sergipe (TCE/SE), Clóvis Barbosa, disse com total conhecimento e propriedade aquilo que nunca ninguém falou sobre os problemas que vêm sendo enfrentados pela falta de recursos na previdência dos servidores públicos estaduais – que estão afetando o pagamento de aposentados e pensionistas. Questionado durante entrevista, Clóvis não titubeou e deu nome aos bois. 

 

Nome aos bois 2

Disse o presidente do TCE: “O problema atual da previdência foi que os governos Valadares, os dois governos de João Alves e o primeiro de Albano Franco não recolheram as contribuições patronais na época, gerando o problema que existe hoje”, explicou o conselheiro e presidente da Corte de Contas. 

 

Bem próximos 1

Muito se especula sobre como a oposição foi equacionar as disputas internas e definir quem disputará qual cargo na eleição de 2018. É verdade que tem rolado um fogo amigo e neste momento cada um trabalha para garantir o espaço que pretende ocupar. Mas é fato também que há uma proximidade muito grande entre os deputados federais André Moura (PSC) e Valadares Filho (PSB). 

 

Bem próximos 2

Eles conversam com frequência desde antes da eleição municipal. Valadares Filho tem seguido a maioria do seu partido, o PSB, e se afasta do governo Temer, votando contra a orientação de Moura, que é líder do governo no Congresso. Mas ainda há sim diálogo político sobre a conjuntura política em Sergipe. Haverá atritos, mas a tendência é que o grupo permaneça unido em 2018. Por questões de sobrevivência.

 

Sacrifício 1

Em conversa com a coluna, um prefeito do interior sergipano avalia que na votação da denúncia contra o presidente Temer, mais uma vez o deputado federal Fábio Reis (PMDB) foi para o sacrifício para ajudar o Governo do Estado. Segundo o prefeito, Fábio agiu de forma diferente de outros parlamentares, que fecharam as portas do Governo Federal para Sergipe. 


Sacrifício 2

O peemedebista é agora o único deputado da base de apoio a Jackson Barreto que terá acesso aos ministérios para buscar recursos para o Estado. Além disso, o voto de Fábio a favor de Temer teria sido um forte golpe na tentativa de alguns setores que se esforçam para tomar o PMDB de Jackson Barreto. 


Gostaram

O voto do deputado Fábio Reis contra aceitação da denúncia também agradou a classe geradora de empregos. Comerciantes e empresários querem estabilidade para produzir e vender, gerando renda, emprego e movimentando a economia. Eles acham que o melhor caminho é manter o governo que conseguiu estabilizar a crise política e vem tocando reformas importantes para o país.


Ilegalidades 1

A nota publicada nessa coluna na última sexta-feira, 4, referente à citação do conselheiro Clóvis Barbosa sobre o “sumiço” dos prontuários no setor de Oncologia do Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), repercutiu na imprensa e principalmente na Secretaria de Estado da Saúde. Tanto que o secretário da pasta, Almeida Lima, falou que o episódio não gera nenhuma surpresa, pois outras ilegalidades também ocorrem no local.


Ilegalidades 2

Na sexta, antes de começar a audiência pública na Justiça Federal sobre o contrato do governo com a Fundação Hospitalar, o gestor falou para o JC: “Os fatos que acontecem no âmbito da Secretaria da Saúde são muitos e essa não seria diferente de outras, como inclusive o comércio de drogas lá dentro (Huse)”. Almeida assegurou que medidas para melhorar a segurança no local serão tomadas, a exemplo do acesso de pessoas à unidade.

 

Teto de gastos 1

A criação da PEC que estabeleceu um teto de gastos para os poderes e órgãos públicos, aliada à crise financeira e queda na arrecadação, vem gerando um problema para a população: o fechamento de fóruns no interior do Estado. Para garantir o pagamento de bons salários a membros do Judiciário e Ministério Público, os gestores estão optando por cortar gastos com a extinção dos fóruns, que vai gerar problemas principalmente à população mais carente.

 

 

Teto de gastos 2

 

Além disso, já se registra redução nas verbas para universidades (incluindo recursos para pesquisas), fechamento de farmácias populares e gastos com programas sociais. Parece que a economia vem sendo feita sobre os ombros de quem mais precisa, enquanto a liberação de emendas corre solta no Congresso, com a busca de apoio parlamentar para salvar a cabeça do presidente.


Reorganização

Em conversa com a coluna, o presidente do diretório do PT de Aracaju, Jeferson Andrade, explanou que o partido está passando por um processo de reorganização construído com debates e que a vinda do ex-presidente Lula irá movimentar o cenário político da capital. “Estamos na organização e reunião com o conjunto dos movimentos sociais para poder na Caravana do Lula a gente debater um pouco do cenário da cidade”, disse.

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