11/08/2017 às 08h25 - Política

“Ninguém quer discutir Anuário Socioeconômico”,afirma Clóvis Barbosa

De acordo com o conselheiro Clóvis Barbosa, a discussão do Anuário Socioeconômico é dever de todos.

Por: JornaldaCidade.Net

O presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE), conselheiro Clóvis Barbosa, vê com preocupação o resultado do Anuário Socioeconômico de Sergipe ter revelado dados alarmantes e, até agora, nenhuma movimentação de solução para o caso foi feita. “Eu não sei por que ninguém quer discutir”, afirmou ontem, durante sessão do pleno na Casa.

 

Foto: Divulgação

 

De acordo com o conselheiro Clóvis Barbosa, a discussão do Anuário Socioeconômico é dever de todos. “Eu acho que todos nós temos obrigações de verificar as causas dessa crise que assola o Estado e sugerir o que nós devemos fazer para melhorar essa situação que está”, comentou.

 

Clóvis Barbosa acrescentou ainda que o Estado já viveu os tempos de glória no passado. “Estamos perdendo para Alagoas, Bahia e Pernambuco. Nós tínhamos a melhor renda per capita do Nordeste e hoje caímos para o 4º lugar. É preciso ver o porquê está ocorrendo isso em Sergipe”, registrou.

 

Ainda na sessão do TCE, o conselheiro mencionou matéria publicada no JORNAL DA CIDADE desta semana, que mostrou o depoimento do deputado estadual Zezinho Guimarães (PMDB) sobre o cenário da administração estadual referente à área econômica empresarial, fomentação de atração de investimento industrial e Banese. “Esta semana vi o deputado Zezinho fazendo um apelo dramático numa entrevista sobre a necessidade de se discutir essas questões”, pontuou.

 

Sobre a situação, Clóvis revelou que vem procurando a Universidade Federal de Sergipe (UFS) para realizar duas ações no Estado e, dessa maneira, poder contribuir na melhoria da situação revelada pelo anuário. “Primeiro, vamos debater profundamente trazendo quadros de fora. Economistas de renome para discutir a situação em Sergipe. Segundo, vamos criar o Escritório Regional de Desenvolvimento Econômico para municípios de até 30 mil habitantes”, disse.

 

De acordo com o presidente do TCE, a iniciativa visa dar aos municípios pequenos, considerados “mais pobres”, uma consultoria gratuita em todas as áreas, como educação, saúde e gestão fiscal. “Serão feitos por técnicos, professores e alunos da universidade. Vamos envolver quatro ou cinco departamentos da UFS com a participação também dos nossos técnicos do TCE”, assegurou, acrescentando que já possui aval do reitor da universidade sobre as ações.

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