06/12/2018 as 07:54

Política

“Economia é pouco significativa”, disse o secretário da Fazenda

Sobre a reforma administrativa proposta, Ademário alertou que o objetivo é melhorar a eficiência e a racionalidade da gestão.


“Economia é pouco significativa”, disse o secretário da FazendaFoto: Jadilson Simões/Equipe JC

O secretário Estadual da Fazenda, Ademário Alves, comentou que o objetivo maior do projeto de lei da reforma administrativa é melhorar a eficiência e a racionalidade da gestão. “Há uma economia projetada de R$ 10 milhões por ano, mas é uma economia pouco significativa diante do atual déficit do Estado. Contudo, qualquer medida é relevante, importante e necessária”, registrou o gestor.


Ontem, inclusive, o gestor Ademário Alves esteve na Assembleia Legislativa de Sergipe para tratar do segundo quadrimestre de 2018 e explanar para os deputados estaduais as finanças do Estado. “Pela projeção do último quadrimestre, a nossa perspectiva é de que o Estado encerre as contas ligeiramente melhores do que em 2017. Porém, ainda com uma situação de déficit. A gente vem trabalhando fortemente na parte de contenção de despesa, de custeio e também no aumento da arrecadação já é possível enxergar”, sinalizou.


Ademário explicou ainda que, mesmo com o aumento da arrecadação, as medidas adotadas até o momento não trouxeram o reequilíbrio das contas. “Aí a gente pretende adotar medidas ao longo do final do ano e também em 2019 para que a gente possa efetivamente conseguir reequilibrar as contas ao longo desses quatro anos”, ponderou.


Segundo Ademário, é possível afirmar que as finanças do Estado já apresentam bons sinais de recuperação. “O que nós temos é uma leve melhoria de arrecadação nos últimos meses e uma contenção de despesas correntes. Contudo, o orçamento de 2018 era um orçamento que tinha um déficit previsto de R$ 600 milhões. A situação agora é um pouco menos ruim, mas não se pode dizer que a situação esteja confortável”, analisou.


Para o secretário da Fazenda, a realidade atual é “um pouco menos ruim”. “Mas não se pode dizer que a situação esteja confortável. Muito pelo contrário, o ano de 2019 vai ser um ano desafiador. Medidas estruturais precisam ser implementadas e já se iniciou a discussão com os parlamentares. Também tem a iniciativa do governador com o projeto da reforma administrativa, redução de cargos de comissão e outras medidas vão ser necessárias, adotadas para que a gente consiga efetivamente atingir o equilíbrio”, frisou.


Sobre a reforma administrativa proposta, Ademário alertou que o objetivo é melhorar a eficiência e a racionalidade da gestão. “Contudo, qualquer medida de economia é relevante, importante e necessária”, concluiu.