17/05/2019 as 08:10

Cortes de verbas

Professores da UFS criticam cortes do governo federal

Na Alese, o reitor utilizou a tribuna para apresentar um panorama sobre à funcionalidade da Universidade Federal de Sergipe e dos campus situados em alguns municípios do estado.


Professores da UFS criticam cortes do governo federalFoto: Jadilson Simões

O diretor do Centro de Ciências Agrárias do campus de São Cristóvão, professor Veronaldo Sousa de Oliveira, que trabalha há 20 anos na Universidade Federal de Sergipe, a UFS, ressaltou que a vinda do reitor da Universidade Federal de Sergipe à Casa Legislativa foi essencial, e critica cortes.

“Principalmente pelo atual cenário que estamos passando. São  verbas cortadas, contingenciadas,  e principalmente pelas afirmações do ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni , que erroneamente  ou propositalmente,  apresentou dados que não condizem com a realidade sobre a pesquisa da universidade de Sergipe. Hoje a UFS tem 113 cursos, saímos de pouco mais de 300 professores para 1.500 professores. Hoje, 30 mil alunos estão matriculados na instituição. A UFS tem produzido muitas em pesquisas. Temos  programas de inclusão social, onde 65% dos nossos estudantes são oriundos de escolas públicas. Esses programas promoveram oportunidades que antes esse alunos não tinham”, defendeu.

Dezenas de professores participaram na manhã de quinta-feira, 16, de palestra ministrada pelo magnífico reitor da Universidade Federal de Sergipe (UFS), Ângelo Roberto Antoniolli. Na oportunidade, o reitor utilizou a tribuna para apresentar um panorama sobre à funcionalidade da Universidade Federal de Sergipe e dos campus situados em alguns municípios do estado. O presidente da Casa Legislativa, Luciano Bispo (MDB), foi o autor do convite ao reitor.

Para a professora Eleonora Perreira da Silva, a vinda do reitor ao Poder Legislativo representa a voz e a posição dos professores diante da importância vital do ensino público. “O reitor, ou qualquer um representante da universidade tem o dever de defender o ensino público. A UFS tem mais de 50 anos de existência. Temos um ensino público de qualidade, são mais de 113 opções de curso de graduação, 54 metrados, 18 doutorados. Portanto, todas as oportunidade que tivermos tem sim que serem defendidas, a vinda ao parlamento foi muito essencial”, salientou a  diretora do Centro de Ciências Sociais Aplicadas.

Os corte irão prejudicar a estrutura geral de funcionalidade diária da universidade, é o que percebe o professor Lizandro Pinto Borges, do curso de Farmácia. “Apesar de o ministro dizer que cortes não irão afetar nosso salários, do que adianta essa condição se toda a estrutura da universidade irá ser prejudicada? Qualquer mínima redução para algo que já é apertado causará prejuízo sim no processo educativo como um todo. Se faltar a água, por exemplo, como se fará a pesquisa com os peixes, uma vez  que têm de repor a água. Quanto à luz, todos os laboratórios têm seus equipamentos, e todos precisam de luz elétrica. Eu tenho uma geladeira com 30 mil reagentes,  e se faltar luz por meia hora eu perco toda a pesquisa realizada”, explicou o professor.

De acordo com o coordenador do Centro de Tecnologia da UFS, Antônio Martins de Oliveira Júnior, a vinda do reitor à casa  representa uma oportunidade de externar ações e gestão que são realizadas pela universidade.

“Esse convite à UFS foi feito anteriormente,  e somente hoje foi possível a exposição. Então, como bem enfatizou o reitor, sempre que a universidade for convidada estaremos aqui para prestar contas e falar da importância da universidade para o Estado e para o país”, disse.