19/08/2026 as 10:23
CAMPANHADo samba à urna A letra de Aragão, cujos direitos autorais foram cedidos gratuitamente pelo compositor, funciona como a espinha dorsal de toda a narrativa audiovisual.
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“É o povo quem produz o show e assina a direção.” O verso icônico de Coisa de Pele, clássico do samba composto por Jorge Aragão em 1986, ultrapassa as rodas de pagode para protagonizar as Eleições Gerais de 2026, sendo o tema adotado pela Justiça na campanha institucional. Idealizada sob as diretrizes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e lançada nesta segundafeira, dia 17, a estratégia busca afastar a sobriedade burocrática e adotar o tom caloroso da brasilidade.
As peças retratam a cultura popular, com a meta de fortalecer o sentimento de pertencimento sobre o destino político do Brasil. “A ideia central é mostrar para toda a sociedade que a democracia não é apenas um conceito abstrato. Quando uma pessoa participa, quando se informa, quando respeita as diferenças e, sobretudo, quando exerce livremente o direito de escolher seus representantes, temos a democracia em movimento, viva e concreta”, destacou o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques. O foco narrativo e visual desloca-se para o cotidiano do trabalhador, do estudante, do idoso e das periferias. A mensagem central é direta: a política não é feita “pelos outros”; é o eleitor quem comanda a atração principal.A ideia é reforçar o orgulho democrático pela via dos nossos afetos e da nossa identidade cultural, mostrando que a urna eletrônica e o voto são instrumentos de soberania popular.
Do samba à urna A letra de Aragão, cujos direitos autorais foram cedidos gratuitamente pelo compositor, funciona como a espinha dorsal de toda a narrativa audiovisual. Cada trecho da música foi correlacionado a eixos fundamentais do processo eleitoral. “Transmitir essa mensagem de maneira cristalina não é fácil, mas é um trabalho que já foi feito por nossos poetas. Assim, buscamos, na música popular brasileira, uma canção que fosse capaz de atravessar gerações e encontramos, na obra de Jorge Aragão, a canção perfeita. Jorge é um dos grandes nomes da música brasileira, amigo de longa data e, quando soube do nosso interesse, prontamente cedeu sua arte para conclamar o povo brasileiro para votar”, salientou o ministro.