05/02/2019 as 11:09

46 com baixo risco

Cinco municípios com alto risco de dengue

Segundo o último Boletim Epidemiológico Semana da Secretaria Estadual de Saúde (SES), 46 municípios estão em baixo risco para o surto de dengue, 24 em médio e cinco em alto risco.


Cinco municípios com alto risco de dengue

No período de verão aumenta a quantidade de alertas de prevenção ao surto de dengue. Por ser um período quente e com frequentes pancadas de chuva, a velocidade de reprodução do mosquito Aedes aegypti é ampliada. Segundo o último Boletim Epidemiológico Semana da Secretaria Estadual de Saúde (SES), 46 municípios estão em baixo risco para o surto de dengue, 24 em médio e cinco em alto risco.

Os municípios de Nossa Senhora das Dores e Tomar do Geru, que em 2018 estavam com alto risco de infestação, passaram para médio e baixo, respectivamente. Já Feira Nova e Riachão do Dantas passaram a fazer parte do nível alto, juntamente com Salgado, Simão Dias e Nossa Senhora de Lourdes, que terminaram o ano de 2018 em alto risco e permaneceram com o mesmo nível em 2019.

Segundo a gerente do Núcleo de Endemias, Sidney Sá, o verão é uma época bem propícia para que o vetor Aedes aegypti se prolifere em maior quantidade, mas isso não quer dizer que no resto das estações do ano ele não esteja se reproduzindo. “O verão dá essa condição porque a temperatura também influencia para que esse vetor leve um tempo menor da sua fase de ovo para fase adulta. Nessa época os cuidados devem ser redobrados”, explica.


O principal é não deixar água parada, pois se ela estiver em condições e temperatura adequada o ovo eclode, transforma-se em larva e logo após, no adulto. Então deve-se vedar os reservatórios e lavar as paredes da lavanderia com escova, duas ou três vezes na semana. Além disso, ver diariamente se tem objetos armazenando água. “Como não conseguimos visualizar o ovo do vetor a olho nu, é importante fazer essa lavagem. Todo local onde se pode armazenar água é um criador em potencial para que o mosquito coloque os seus ovos”, explica.


De acordo com Sidney, a SES chama atenção para aqueles municípios onde os índices se apresentaram com classificação de baixo risco. É importante que os técnicos e gestores municipais verifiquem outros indicadores também, como, por exemplo, o número de pendências de imóveis que ficaram sem visitar, porque nesses imóveis pode haver algum foco.

“É fundamental que se acompanhe também, junto às unidades de saúde, ocorrência de casos suspeitos e reclamações da população sobre surgimento de vetores (muriçoca), além de analisar a condição ambiental. Claro que esses indicadores devem ser também observados pelos demais municípios, com classificação de médio e alto risco”, explica.


O Aedes aegypti é o vetor transmissor de três doenças preocupantes: a dengue, a chikungunya e a zika vírus e os municípios que apareceram ou permanecem em alto risco precisam verificar onde estão ocorrendo as falhas no trabalho de combate ao mosquito, o que está havendo para que o número de infestações não reduza.


O trabalho da SES com os municípios é apoiar institucionalmente. Havendo necessidade, quando os riscos estão grandes, são disponibilizando carros fumacê. Além disso, Sidney conta que a SES se alinha também com os profissionais. “Porém, o fumacê não é ferramenta única para o controle e prevenção das arboviroses. Essa é mais uma ferramenta que estamos disponibilizando para o gestor municipal intensificar as ações. A ação do agente precisa ser contínua, mesmo com o carro fumacê passando no território municipal. É preciso intensificar as ações, de forma a melhorar os indicadores”, reforça Sidney.











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