12/04/2019 as 10:01

Infecção hospitalar

Especialista alerta sobre cuidados

Em Sergipe, cerca de 30 profissionais infectologistas atuam nos serviços de saúde.


Especialista alerta sobre cuidadosFoto: Divulgação

Em Sergipe, cerca de 30 profissionais infectologistas atuam nos serviços de saúde. No Hospital de Urgência de Sergipe (Huse), unidade gerenciada pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), um terço desses profissionais estão distribuídos nos mais diversos setores do hospital entendendo a doença, prevenindo e tratando-a.


Como na quinta-feira, 11 de abril, é celebrado o Dia do Infectologista, a coordenadora do Núcleo de Epidemiologia, Segurança do paciente e Infecção Hospitalar (NESPIH/Huse), Iza Fraga Lobo, explica que a parte do corpo mais contaminada é a mão e orienta quanto a importância de higienizá-las para controlar o risco de infecção hospitalar e a transmissão de germes, principalmente associado ao uso do aparelho celular.


“As mãos constituem a principal via de transmissão de microrganismos, por isso, é importante higienizar as mãos de forma correta e ficar atento aos riscos do manuseio de equipamentos eletrônicos, em especial o aparelho celular, durante a assistência prestada ao paciente. O aparelho celular é um elemento que faz parte da vida das pessoas, mas o que muita gente não sabe é que eles carregam uma grande quantidade de fungos e bactérias por conta do uso constante e da falta de higienização do equipamento e, principalmente das mãos”, enfatizou a infectologista.


A médica afirma ainda que existem estudos que comprovam essa realidade. “Como o aparelho celular está presente na vida e no dia a dia das pessoas, se realizarem uma cultura no celular o resultado será um monte de bactérias. Por isso, é importante o profissional de saúde e até mesmo o acompanhante estarem atentos a esse risco. A gente alerta quando vai fazer as visitas a respeito da higienização das mãos e a proteção correta desses equipamentos”, ressaltou Iza Fraga Lobo.


Recomendações
As recomendações ainda não estão muito claras e cabe uma reflexão para quem frequenta e trabalha nas unidades críticas. A proteção dos aparelhos celulares com papel filme transparente é muito importante, pois, facilita a higienização com álcool. O mais recomendado é que não leve o aparelho celular para as unidades ou faça a higienização do mesmo, depois da visita ou do manuseio de um paciente. O cuidado deve ser tomado porque tudo isso implica em contaminação.


A infectologista alerta que a higienização das mãos e do aparelho são fundamentais e deve ser adotado por todos, seja no trabalho ou no dia a dia. “Só tocar no celular antes e após a higienização das mãos para não contaminar, se você pega em um paciente, não lava as mãos e depois vai pegar no celular, vai ter o risco de contaminação, vira um veículo de germes multirresistentes. A lavagem das mãos é o primeiro passo, depois limpar o aparelho com frequência, usar capas lisas para facilitar a limpeza, usar papel filme transparente, essas sãos medidas que ajudam e previnem o risco de infecção”, acrescentou.