13/05/2026 as 18:17

OPINIÃO

Desigualdade cresce no Brasil e expõe urgência de políticas de inclusão e dignidade

André Naves, especialista em inclusão social, defende combate estrutural às desigualdades

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O aumento da desigualdade social no Brasil voltou ao centro do debate nacional após a divulgação dos novos dados da PNAD Contínua do IBGE, que apontam que os 10% mais ricos do país receberam, em 2025, rendimento médio 13,8 vezes superior ao dos 40% mais pobres. A renda média mensal dos mais ricos chegou a R$ 9.117 por pessoa, enquanto a parcela mais vulnerável da população vive com apenas R$ 663 mensais.

Para o Defensor Público Federal André Naves, especialista em Direitos Humanos, inclusão social e economia política, os números revelam mais do que um desequilíbrio econômico: demonstram uma fragilidade estrutural que compromete a cidadania e a própria democracia.

“A desigualdade no Brasil não pode ser analisada apenas como um indicador econômico. Ela impacta diretamente o acesso à educação, à saúde, ao trabalho digno, à mobilidade e, especialmente, aos direitos das pessoas com deficiência e das populações mais vulneráveis”, afirma André Naves.

Segundo ele, embora programas sociais e a valorização do salário-mínimo tenham contribuído para avanços nos últimos anos, os dados do IBGE mostram que o crescimento econômico ainda não tem sido suficiente para garantir inclusão real e sustentável.

“A sociedade brasileira precisa compreender que inclusão não é gasto: é investimento social e econômico. Um país que exclui milhões de pessoas do acesso pleno à cidadania também limita seu potencial de desenvolvimento”, destaca.

Os dados do IBGE também mostram que o Índice de Gini - indicador que mede a desigualdade - voltou a subir em 2025, alcançando 0,511, após registrar 0,504 no ano anterior.

Para André Naves, o cenário exige políticas públicas mais robustas e permanentes, especialmente voltadas à inclusão produtiva, acessibilidade e fortalecimento da proteção social.

“As pessoas com deficiência, por exemplo, frequentemente enfrentam barreiras históricas no mercado de trabalho, na educação e até no acesso a serviços básicos. Quando a desigualdade aumenta, esses grupos são os primeiros a sentir os impactos e os últimos a acessar oportunidades”, pontua.

O especialista também chama atenção para a necessidade de um novo olhar sobre desenvolvimento econômico. “Não existe crescimento verdadeiro sem inclusão social. O Brasil precisa avançar para um modelo econômico que gere prosperidade compartilhada, reduza desigualdades e fortaleça a dignidade humana”, conclui.

Para saber mais sobre o trabalho de André Naves, acesse o site andrenaves.com ou acompanhe pelas redes sociais: @andrenaves.def.

André Naves, especialista em inclusão social, defende combate estrutural às desigualdades