30/04/2021 as 10:34

INVESTIMENTO

Vendas da indústria de máquinas e equipamentos crescem 29%

Ao todo, investimento no mês de março foi de R$ 16,9 bilhões

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De acordo com a Agência Brasil, as vendas da indústria brasileira de máquinas e equipamentos totalizaram no mês de março R$ 16,9 bilhões, resultado 28,9% superior ao registrado no mesmo mês de 2020. Com isso, o primeiro trimestre do ano do setor encerrou com crescimento de 28%. Os dados, divulgados na última quarta-feira, dia 28, são da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq).

Segundo a publicação, a receita total de R$ 16,9 bilhões, R$ 13,3 bilhões foram de vendas para o mercado interno brasileiro, resultado 45,1% superior a março de 2020. O setor vendeu ao exterior, no mês de março, R$ 650,3 milhões em equipamentos, montante 2,5% inferior ao registrado no mesmo mês de 2020.

Em relação a fevereiro, as exportações foram 8,5% maiores. O economista Neidázio Rabelo explica que são necessários mais dados para uma análise mais contundente e ampla do impacto disso na economia, mas as máquinas e equipamentos dentro da economia representam os bens capitais, que vão gerar outros bens, que vão gerar capital. Ou seja, é o princípio da retomada do crescimento

. “A primeira coisa que o empresário compra para poder produzir mais ou começar a produzir, são máquinas e equipamentos. Evidentemente que antes vêm as edificações, construção de galpões, até receber as máquinas, os insumos, treinar a mão de obra, começar a produzir e começar a colocar no mercado, é assim esse processo. E um dos indicativos que a gente leva em conta é, quando os empresários estão comprando mais máquinas e equipamentos, que isso quer dizer que eles estão na intenção de produzir mais”, aponta.

É uma cadeia, quando o empresário compra uma nova máquina, um novo equipamento, naturalmente já fez uma edificação, contratou uma empresa para construir um ambiente, contrata mão de obra pra poder operar aquela máquina. “Isso é um sinal claro de que o país está na rota da volta do crescimento, pois se constatou que máquinas e equipamentos estão sendo comprados a mais do que no ano passado, ou seja, vamos produzir mais do que o ano anterior e isso é um sinal claro da nossa retomada do crescimento” finalizou o economista.