22/05/2026 as 22:56

DESIGUALDADE SOCIAL NO BRASIL

UFS integra projeto nacional que mapeia as raízes históricas

Com apoio do CNPq, pesquisadores vão digitalizar documentos históricos para criar um banco de dados público sobre a formação do país

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UFS integra projeto nacional que mapeia as raízes históricas
 

Com o objetivo de compreender como as desigualdades sociais foram construídas historicamente no Brasil, pesquisadores de diferentes instituições de ensino superior do país participam do projeto “Regiões: Histórias das Desigualdades Sociais no Brasil”, iniciativa vinculada ao Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT), programa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) voltado ao desenvolvimento de pesquisas de excelência científica. Entre as universidades participantes está a Universidade Federal de Sergipe, que integra a rede de pesquisadores responsável pelos estudos na região Nordeste.

No Nordeste, a UFS integra a iniciativa por meio da coordenação da professora Edna Maria Matos Antônio e da vice-coordenação do professor Carlos de Oliveiras Malaquias, ambos vinculados ao Departamento de História (DHI/UFS). A região também conta com a participação de instituições como Universidade Federal da Bahia (UFBA), Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e Universidade Federal de Alagoas (UFAL). Coordenado nacionalmente pelo professor João Fragoso, do Instituto de História da Universidade Federal do Rio de Janeiro, o projeto foi submetido à Chamada CNPq/SECTICS/CAPES/FAPs nº 46/2024 – Programa Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia – INCT. A proposta busca construir uma ampla rede investigativa entre centros e grupos de pesquisa regionais, com foco em estudos comparativos sobre desigualdades sociais e econômicas no Brasil.

A pesquisa pretende localizar, digitalizar e transformar em bancos de dados documentos históricos que permitam compreender as dinâmicas demográficas e socioeconômicas do país desde o período colonial até a atualidade. Entre os materiais analisados estão rôis de confessados, registros de sesmarias, mapas populacionais da colonização portuguesa, registros paroquiais de terras, inquéritos provinciais do Império e da República e livros dos Ofícios de Notas.
Além da preservação documental, a proposta prevê a utilização de recursos computacionais para organizar essas informações em bases de dados públicas, que serão disponibilizadas na internet. A ideia é construir uma rede regional de arquivos integrada nacionalmente, permitindo identificar as relações históricas entre migrações, comércio e desigualdades sociais nas diferentes regiões brasileiras.

De acordo com os organizadores, o projeto adota uma perspectiva holística e relacional, buscando compreender como as desigualdades foram constituídas historicamente e como elas se articulam entre os diferentes territórios do país. A partir dessas análises, será possível ampliar o entendimento sobre os processos sociais, econômicos e demográficos que marcaram a formação do Brasil.