25/06/2019 as 11:47

Educação

Sergipe diminui a taxa de analfabetismo

Por meio de ações estratégicas, o Governo de Sergipe tem elevado o número de alfabetizados, consequentemente diminuindo a taxa de analfabetismo na população acima de 15 anos.


Sergipe diminui a taxa de analfabetismoFoto: Eugênio Barreto

A Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílio 2018 (PNAD) divulgada na última quarta-feira(19), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostrou que a taxa de analfabetismo em Sergipe vem caindo ao longo dos últimos três anos na faixa etária acima de 15. Em 2016, o Estado de Sergipe pontuava uma taxa de 14,7% da população acima de 15 anos, baixando para 14,5% em 2017 e caindo ainda mais para 13,9% em 2018, ou seja, diminuiu a população de jovens acima de 15 anos que não sabem ler nem escrever.

Na região Nordeste o analfabetismo nessa faixa etária considerada escolarizável corresponde a 14,5% da população acima dos 15 anos. Portanto, Sergipe está melhor no ranking geral, ficando abaixo somente dos estados de Pernambuco (11,9%), Bahia (12,7%), Rio Grande do Norte (12,9%) e Ceará (13,3%).

O secretário de Estado da Educação, do Esporte e da Cultura (Seduc), professor Josué Modesto dos Passos Subrinho, reconhece que essa redução é consequência do trabalho realizado com o propósito de qualificar os processos de ensino e aprendizagem, além de planejamento focado em resultados. Ele ressalta que se observar a população total de jovens acima de 15 anos, 89,1% sabe ler e escrever em Sergipe. "Precisamos ainda melhorar, mas é inegável que quando conseguimos diminuir o analfabetismo, elevamos os índices positivos. Um ponto importante para essa mudança de realidade se deve à democratização do acesso à matrícula, à campanha de acesso às escolas, à campanha de busca ativa escolar, além disso, à formação continuada dos educadores, à realização de planejamento pedagógico e ao reordenamento de ações e recursos", ressalta.  

A pesquisa comprovou que, em Sergipe, a taxa de escolarização de 15 a 17 anos, no ano de 2017, foi de 88,6%, o que corresponde a 115 mil pessoas. Já no ano anterior, o indicador foi de 86,3%, ou seja, 109 mil pessoas. Em 2018, a taxa subiu para 89,1% dessa população, ou seja, 104 mil jovens conseguem ler e escrever.

Conforme o estudo divulgado pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), no que se refere ao índice de analfabetismo, a tendência é de queda no indicador, tanto no âmbito nacional quanto no regional.

Ações da Seduc

A rede estadual de educação é composta por 348 escolas, contando com 9.454 professores e 155.003 alunos, segundo o Sistema da Matrícula da rede estadual de educação. Do total de escolas, 41 funcionam em regime de ensino médio em tempo integral.

A diretora do Departamento de Educação (DED), Ana Lúcia Lima da Rocha Muricy Souza, afirma que a meta do governo estadual é reduzir ainda mais o número de analfabetos em Sergipe. Dessa maneira, um dos compromissos do Plano Estratégico 2018-2022 (PES) da Seduc é buscar, por meio do Serviço de Educação de Jovens e Adultos (SEJA/DED), executar ações que possam promover avanços no cenário educacional sergipano, além de fomentar a democratização do acesso à escola, um preceito constitucional, através da Busca Ativa Escolar e com parcerias, a exemplo da Unicef.

A diretora do DED explicou que dentro das metas de alfabetização, a Seduc atua também por meio da implantação de programas de alfabetização nos anos iniciais do Ensino Fundamental em parceria com os municípios, oferecendo suporte pedagógico aos professores, a exemplo do Programa Mais Alfabetização, atuando em 82 escolas estaduais e 623 escolas municipais em 2019.

Ana Lúcia destaca que quando garante a alfabetização da educação básica na idade certa, os estudantes têm mais condições de concluir o ensino médio no tempo adequado, ou seja, até os 17 anos.

Uma outra ação da Seduc é a pactuação com os municípios também para ofertar o ensino fundamental na idade certa, cujo objetivo é oferecer apoio pedagógico visando à melhoria da prática docente para que as crianças estejam alfabetizadas até os sete anos de idade, ao final do 2° ano do ensino fundamental. 

Também na modalidade de Jovens e Adultos, o coordenador da Seja, Vlademir Silva Santos, informa que ainda em 2018 foram matriculados 42.620 alunos nas diferentes turmas de Educação de Jovens e Adultos, nas redes estadual, federal, municipais e particular. Somente na rede estadual a quantidade de matriculados na EJA passou de 16.939 (2018) para 17.688 matriculados (2019).

Também está sendo realizado um estudo para implementação de um programa estadual de alfabetização de Jovens e Adultos voltado aos 14 municípios do Território do Baixo São Francisco, circunscritos à Diretoria Regional de Educação 6.

Balanço nacional

Os resultados do módulo de Educação da Pesquisa Anual por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD-Contínua) revelam que houve melhora em praticamente todos os indicadores educacionais do Brasil, entre 2016 e 2018, porém persistem as desigualdades regionais, de gênero e de cor e raça: mulheres permaneciam mais escolarizadas do que os homens, pessoas brancas tiveram indicadores educacionais melhores que os das pessoas negras ou pardas, e as regiões Nordeste e Norte apresentaram uma taxa de analfabetismo bem mais alta e uma média de anos de estudo inferior à das regiões do Centro-Sul do país.

O acesso à educação básica obrigatória pela Constituição no país, por exemplo, cresceu de 45,0% para 47,4% da população de 25 anos ou mais, nesse período de 2 anos. No entanto, variava de 53,6% no Sudeste a 38,9% no Nordeste. E era maior entre brancos (55,8%) do que negros ou pardos (40,3%), bem como entre as mulheres (49,5%) do que os homens (45,0%).











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