03/07/2026 as 10:38

ÍNDICES

Aracaju inicia novo LIRAa para medir infestação do Aedes

Dados vão avaliar a eficácia das medidas intensificadas nos bairros que registraram os maiores índices

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Aracaju inicia novo LIRAa para medir infestação do Aedes

Começou nessa quinta-feira, 2, o quarto Levantamento Rápido de Índices para o Aedes aegypti (LIRAa) de 2026, realizado simultaneamente em todos os bairros de Aracaju. A pesquisa segue até o próximo dia 10 e tem como objetivo identificar o nível de infestação do mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya, além de orientar as próximas ações de combate às arboviroses na capital. Durante o levantamento, 146 agentes de combate às endemias, acompanhados por 25 supervisores de campo e oito supervisores gerais, visitam imóveis para coletar amostras de larvas, que serão analisadas no Centro de Controle de Zoonoses (CCZ).

As equipes atuam em todas as regiões da cidade, incluindo a Zona de Expansão, o Centro e o Grageru. Os dados obtidos servirão para definir as áreas que receberão ações prioritárias, como mutirões de limpeza, eliminação de criadouros, bloqueios e aplicação de inseticida por meio do fumacê, além do reforço das atividades de educação em saúde. O levantamento também permitirá avaliar a eficácia das medidas intensificadas nos bairros que registraram os maiores índices de infestação na última pesquisa.

No terceiro LIRAa de 2026, Aracaju apresentou índice geral de 1,9%, considerado de médio risco. Os bairros com os maiores percentuais foram Cirurgia (9,4%), Cidade Nova (6,5%), Santo Antônio (4,5%) e Grageru (4,0%), classificados como áreas de alto risco para a proliferação do mosquito. Segundo o gerente do Programa de Combate ao Aedes aegypti, Daniel Nunes, a expectativa é verificar uma redução desses índices após o reforço das ações de controle desenvolvidas nos últimos meses. “Esperamos que o levantamento mostre os resultados do trabalho intensificado, com ações de educação em saúde, aplicação de UBV e mutirões realizados nos bairros que apresentaram os maiores índices”, afirmou.

Além das ações de campo, o gerente reforçou que a participação da população continua sendo fundamental para reduzir a proliferação do mosquito. A orientação é eliminar recipientes que possam acumular água, evitar o descarte irregular de lixo e entulho, manter calhas limpas, cuidar de vasos de plantas e pneus, além de receber os agentes de endemias durante as visitas domiciliares. “Cada atitude faz diferença para reduzir o risco da dengue e proteger toda a comunidade”, destacou Daniel Nunes.