18/06/2026 as 08:58
TRANSPORTEOposição denuncia ‘farra de subsídios’, ‘caixa-preta’ e defende estatização do sistema
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Assim como ocorreu na sessão anterior, ontem, dia 17, a situação do transporte coletivo na Grande Aracaju foi palco de debates e críticas na Câmara de Aracaju. Na oportunidade, os vereadores Camilo Daniel (PT), Sônia Meire (Psol), Iran Barbosa (Psol) e Elber Batalha (PSB) chamaram a atenção da Casa e da população para a licitação que se arrasta há anos. O vereador Camilo Daniel usou a Tribuna para falar sobre o tema. De acordo com o parlamentar, o sistema pode ser classificado como a “maior caixa-preta da história desta cidade”, denunciando o que chamou de uma “farra de subsídios” que já movimenta entre R$ 60 milhões e R$ 70 milhões, sem que uma licitação definitiva tenha sido concretizada após duas décadas de promessas.
Para Camilo Daniel, o déficit de mais de cem ônibus no sistema penaliza moradores de bairros como Lamarão e Soledade, enquanto empresas n e g l i g e n c i a m d i r e i t o s trabalhistas. Riscos do consórcio O líder da oposição, Elber Batalha (PSB), focou seu pronunciamento nos riscos de uma eventual saída de Aracaju do Consórcio Metropolitano de Transporte. Batalha alertou que o fim da integração entre a capital e os municípios vizinhos pode gerar um custo adicional de R$ 250 por mês para os trabalhadores que dependem do sistema integrado.
O vereador criticou a postura da prefeita Emília Corrêa (Republicanos), afirmando que a tentativa de retirar a capital do colegiado após ser vencida em votações internas demonstra que a gestão está sendo conduzida pela “vaidade”, o que ameaça um direito fundamental da população. Estatização A pauta da estatização d o s e r v i ç o e d a implementação da tarifa zero também ganhou força no plenário.
O vereador Iran Barbosa (Psol) argumentou que a Administração Municipal já financia o sistema por meio de subsídios elevados e da compra de ônibus novos com recursos públicos, garantindo o lucro das empresas privadas sem que estas assumam riscos. Para Iran, se o erário já custeia a operação, o Poder Público deveria instituir uma empresa estatal para gerir o transporte de forma direta e transparente. Reforçando as críticas, a vereadora Sônia Meire (Psol) destacou que a mobilidade u r b a n a é u m d i r e i t o constitucional que deve ser assegurado integralmente pelo Estado.
A parlamentar acusou a atual gestão de “empurrar com a barriga” problemas crônicos, como veículos que quebram diariamente e a precariedade do atendimento na Zona de Expansão, onde ônibus deixam de circular em dias de chuva. Sônia Meire também questionou o aumento de subsídios sem a devida consulta à Câmara e reiterou que a tarifa zero aumentaria a arrecadação municipal ao estimular a circulação de pessoas e a economia local.